Às 10h09 (horário de Brasília) desta quarta-feira (29), o contrato de setembro do trigo negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) anotava leve alta de 3,00 pontos e 0,45%, cotado a US$ cents 665,50/bushel. Na Bolsa de Kansas (KCBT), o vencimento de mesmo mês avançava 4,50 pontos e 0,62%, a US$ cents 730,75/bushel.

Por outro lado, na semana, os vencimentos registram perdas parciais de 1,84% na CBOT e 1,95% na KCBT.

Na véspera (28), o contrato de julho do trigo avançou 0,38% na CBOT, a US$ cents 662,50/bushel. No entanto, na KCBT, o cereal fechou com queda de 0,38%, a US$ cents 726,25/bushel.

Nesta manhã, os preços do cereal eram sustentados pelas condições climáticas adversas na região mais ao norte das planícies norte-americanas.

De acordo com o Serviço Nacional de Meteorologia dos EUA (NWS), avisos de calor extremo foram emitidos para condados em Montana, Dakota do Norte, Dakota do Sul, Minnesota e Wisconsin.

No Leste Europeu, as incertezas geopolíticas também estão contribuindo para o viés positivo das cotações norte-americanas. As recentes trocas de ataques entre Rússia e Ucrânia vem afetando diretamente a capacidade logística e exportadora de ambos os países na região do Mar Negro.

No campo, segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), a colheita do trigo de primavera, até o último domingo (26), alcançou 2% da área cultivada – ritmo em linha com o observado na média dos últimos cinco anos. Além disso, 95% das lavouras encontram-se na fase de perfilhamento.

Quanto às condições das lavouras da variedade do cereal, as áreas classificadas como boas/excelentes representam 53% do total, acima do registrado no ano passado (49%). Ademais, 35% estão classificadas como regulares e 12% como ruins/muito ruins.

Quanto ao trigo de inverno, a colheita avançou para 81% da área cultivada, progresso semanal de 6 p.p. O ritmo supera os 79% registrados no mesmo período de 2025 e na média plurianual.