Às 10h11 (horário de Brasília) desta sexta-feira (31), o contrato de setembro do trigo negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) registrava forte queda de 9,50 pontos e 1,43%, cotado a US$ cents 654,00/bushel, com desvalorização na parcial da semana de 3,54%, mas ganho mensal de 10,99%.
Na Bolsa de Kansas (KCBT), o grão recuava 8,50 pontos e 1,16%, a US$ cents 722,25/bushel – perda semanal de 3,09% e valorização mensal de 15,51%.
Na véspera (30), os vencimentos do cereal subiram 0,42% na CBOT e 0,72% na KCBT, cotados a US$ cents 663,50/bushel e US$ cents 730,75/bushel, nesta ordem.
Nesta manhã, os investidores passaram a realizar ajustes em parte dos ganhos acumulados no mês, ao mesmo tempo em que reavaliavam o ritmo da demanda internacional pelo cereal.
Segundo relatório semanal do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), as vendas de grãos para compradores estrangeiros recuaram 2% em relação à semana anterior e permaneceram estáveis na comparação com a média das quatro semanas anteriores.
O mercado também segue atento aos desdobramentos do conflito entre Rússia e Ucrânia. Na quinta-feira (30), drones ucranianos atingiram uma instalação de exportação de óleo de girassol no porto russo de Taman, no Estreito de Kerch, segundo fontes ouvidas pela Reuters.
As tensões na região aumentam a cautela entre exportadores, elevando os custos logísticos e o risco de interrupções no fluxo de embarques de grãos pelo Mar Negro.
Outro fator acompanhado pelos agentes foi a revisão das estimativas da Comissão Europeia para a safra 2026/27.
O órgão reduziu as projeções para a produção da maior parte dos grãos e oleaginosas do bloco, incluindo uma queda de 8% na produção de trigo mole e de aproximadamente 14% na produção de milho em relação à temporada anterior, reforçando as preocupações com a oferta global de grãos.