Às 9h42 (horário de Brasília) desta terça-feira (23), o contrato de julho do trigo negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) registrava baixa moderada de 2,50 pontos e 0,42%, cotado a US$ cents 595,00/bushel. Na Bolsa de Kansas (KCBT), o grão recuava 3,75 pontos e 0,59%, a US$ cents 629,75/bushel.
Na véspera (22), os vencimentos do cereal recuaram 1,36% na CBOT e 1,63% na KCBT, cotados a US$ cents 597,50/bushel e US$ cents 633,50/bushel, nesta ordem.
Neste pregão, os preços do cereal eram pressionados pela melhora das condições climáticas nas regiões de lavoura de trigo nos Estados Unidos, após semanas de seca severa.
De acordo com o Serviço Nacional de Meteorologia dos EUA (NWS), nas Planícies, tempestades severas são esperadas nos estados do Texas e de Oklahoma. O órgão alerta também para a possibilidade de granizo e fortes ventos.
Ainda no campo climático, a previsão é de uma frente fria acompanhada de chuvas fortes isoladas nas planícies norte-americanas, a partir de amanhã (24).
Quanto aos trabalhos de campo, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) revisou para cima suas projeções de custos de produção agrícola para 2027.
Segundo o USDA, o custo total de produção deverá atingir US$ 428 por acre para o trigo. No recorte das últimas duas décadas, a alta acumulada no período alcança 106%.
Nos mercados internacionais, os analistas independentes avaliam que as boas perspectivas das safras de trigo na região do Mar Negro também vêm exercendo pressão sobre as cotações do cereal dos EUA.
Ontem, o USDA divulgou que os embarques de trigo totalizaram 393 mil toneladas na semana encerrada em 18 de junho, volume 9,8% superior ao registrado na anterior (358 mil t) e 54,2% acima do observado no mesmo período do ano passado (255 mil t). O resultado veio dentro das projeções dos analistas, que iam de 350 mil a 550 mil toneladas.