Às 9h45 (horário de Brasília) desta terça-feira (9), o contrato de julho do trigo negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) registrava fortes alta de 6,50 pontos e 1,11%, cotado a US$ cents 589,75/bushel. Na Bolsa de Kansas (KCBT), o grão avançava 5,75 pontos e 0,91%, a US$ cents 635,50/bushel.
Na véspera (8), os vencimentos do cereal avançaram 0,56% na CBOT e 1,45% na KCBT, cotados a US$ cents 583,25/bushel e US$ cents 629,75/bushel, nesta ordem.
Nesta manhã, os preços do cereal eram impulsionados pela demanda internacional dentro das expectativas do mercado, bem como pelas condições climáticas adversas nas principais regiões produtoras de trigo nos Estados Unidos.
Ontem, o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) divulgou os dados de embarques de trigo referentes à semana encerrada em 4 de junho. Os EUA enviaram 320 mil toneladas de trigo no período, volume dentro da projeção dos analistas de entre 250 mil t e 450 mil t.
Quanto ao clima, o Serviço Nacional de Meteorologia dos EUA emitiu alertas para tempestades severas nas áreas de lavoura das Planícies norte-americanas. De acordo com o órgão, as fortes precipitações e trovoadas ocorrem devido à vinda de uma frente fria oriunda do norte do país.
Ademais, também contribuía para o viés positivo das cotações do trigo a desvalorização do dólar perante as principais moedas globais, com queda de 0,29% do DXY, o que favorece os embarques do país norte-americano.
Além disso, o USDA publicou ontem seus dados atualizados sobre a semeadura da safra 2026/27 do trigo de inverno e de primavera nos EUA.
Quanto ao trigo de inverno, 92% das lavouras alcançaram a fase de perfilhamento (progresso semanal de 5 p.p.), contra 87% em igual período da última safra.
Da área cultivada, 25% das lavouras apresentam condições boas e excelentes – queda de 1 p.p. ante o observado na semana anterior e bem abaixo dos 54% da mesma época do ano passado.
Já o plantio do trigo de primavera atingiu 98% da área projetada – adiantado em relação à média normal (95%) –, após avançar 4 p.p. em uma semana. Na mesma época da temporada passada, a semeadura também estava em 98%.
Sobre as condições das lavouras, as áreas classificadas como boas/excelentes representam 52% do total, próximo aos 53% da safra passada. Ademais, 42% estão classificadas como regulares e 6% como ruins/muito ruins.