O contrato de setembro do trigo negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou esta sexta-feira (10) em alta expressiva de 20,50 pontos e 3,31%, cotado a US$ cents 640,25/bushel. Na Bolsa de Kansas (KCBT), o vencimento de mesmo mês avançou 22,00 pontos e 3,36%, a US$ cents 676,25/bushel.
No recorte semanal, os futuros fecharam em campo positivo com ganhos de 6,75% na CBOT e 5,91% na KCBT.
Neste pregão, os preços do cereal foram impulsionados pela divulgação dos novos dados do relatório mensal de oferta e demanda (Wasde) do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).
O órgão reduziu as projeções para a produção norte-americana da safra 2026/27 do cereal, de 42,01 milhões de toneladas para 41,81 milhões de toneladas. Os estoques finais dos EUA também foram revisados para baixo, de 20,25 mi de t para 19,66 mi de t.
Além disso, o USDA também projeta uma redução na produção global de trigo, de 820,06 mi de t para 819,97 mi de t na próxima safra. Quanto às reservas mundiais no ciclo 2026/27, o departamento prevê uma queda de 275,42 mi de t para 272,84 mi de t.
Quanto à previsão climática, nas Grandes Planícies, uma onda de calor que começa a se instalar em Montana e nas Dakotas fará com que as temperaturas máximas de hoje variem entre 32 e 38°C.
Segundo o boletim do USDA, o calor também predomina na porção sul da região, onde algumas áreas de pastagens naturais, pastos cultivados e culturas de verão da região continuam sofrendo com os efeitos persistentes da seca.
Para a próxima segunda-feira (13), os investidores esperam os boletins semanais do USDA de embarques e de atualização das condições e estágios das lavouras.