Às 9h36 (horário de Brasília) desta segunda-feira (15), o contrato de julho do trigo negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) operava em forte baixa de 11,25 pontos e 1,92%, cotado a US$ cents 573,25/bushel. Na Bolsa de Kansas (KCBT), o grão subia 10,75 pontos e 1,69%, a US$ cents 623,75/bushel.
Na sexta-feira (12), os vencimentos do cereal caíram 0,38% na CBOT e 0,04% na KCBT, cotados a 584,50/bushel e 634,50/bushel, nesta ordem. No entanto, na semana, os ativos se valorizaram 0,78% e 2,22%, respectivamente.
Nesta manhã, os preços do cereal eram pressionados pela queda global dos preços do petróleo, o que exerce influência sobre as commodities agrícolas norte-americanas.
Após os Estados Unidos e o Irã chegarem a um acordo de paz, o que deve gerar reabertura o Estreito de Ormuz – importante rota marítima para o fluxo de exportações na região do Oriente Médio, os preços do combustível despencaram.
Ademais, no campo climático, as recentes precipitações nas regiões produtoras do cereal norte-americanas também pressionam as cotações.
De acordo com o Serviço Nacional de Meteorologia dos EUA, estados como o Missouri e o Kansas – principal estado produtor de trigo no país – registraram fortes chuvas durante o final de semana.
No entanto, outras regiões de lavoura seguem afetadas pelo clima seco e por fortes rajadas de vento, como o Nebraska. Segundo o órgão, há risco de focos de incêndios florestais nos campos de trigo.
Ainda hoje, o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) divulgará seus relatórios semanais de embarques para exportação e de condições das lavouras norte-americanas.