Às 10h02 (horário de Brasília) desta quarta-feira (1º), o contrato de setembro do trigo negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) anotava forte alta de 9,25 pontos e 1,57%, cotado a US$ cents 598,50/bushel. Na Bolsa de Kansas (KCBT), o vencimento de mesmo mês avançava 8,25 pontos e 1,32%, a US$ cents 633,50/bushel.
Na semana, os vencimentos registram ganhos parciais de 1,48% na CBOT e 2,26% na KCBT.
Na véspera (30), o contrato de julho do trigo avançou 1,98% na CBOT, a US$ cents 580,75/bushel. Na KCBT, o cereal fechou com queda de 1,83%, a US$ cents 611,00/bushel.
Nesta manhã, os preços do cereal foram impulsionados pela repercussão positiva do mercado quanto às novas projeções sobre o plantio e estoques de trigo do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).
Ontem, o órgão divulgou que os estoques trimestrais do país norte-americano na posição para 1º de junho eram de 25,04 milhões de toneladas, bastante abaixo das 35,38 mi de t do relatório anterior. Mas, o volume ainda é superior as 23,26 mi de t registradas no ano passado.
O USDA também informou que a área total plantada com trigo nos EUA em 2026/27 está estimada em 17,28 milhões de hectares, uma redução de 6% ante 2025/26. A expectativa média do mercado era de 17,75 milhões de hectares.
A área destinada ao trigo de inverno foi estimada em 12,75 milhões de hectares, queda de 5% na comparação com o ciclo passado. Já a área plantada com trigo de primavera retraiu 6% no período, para 3,80 milhões de hectares. Por sua vez, a área plantada com trigo duro foi estimada em 740 mil hectares (-16%).
Ainda nos EUA, no campo climático, o calor extremo segue afetando regiões de lavoura do cereal norte-americano. Segundo o Serviço Nacional de Meteorologia dos EUA (NWS), o estado do Kansas deve registrar altas temperaturas até sábado (4).