Às 9h52 (horário de Brasília) desta quinta-feira (30), o contrato de setembro do trigo negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) anotava alta expressiva de 18,75 ponto e 2,84%, cotado a US$ cents 679,50/bushel. Na Bolsa de Kansas (KCBT), o vencimento de mesmo mês registrava avanço de 21,75 pontos e 3,00%, a US$ cents 747,25/bushel.

Na parcial da semana, os ativos seguem em campo positivo acumulando ganhos de 0,26% e 0,27%, nesta ordem.

Na véspera (29), o contrato de setembro recuou 0,26% na CBOT, a US$ cents 660,75/bushel; o vencimento do mesmo mês caiu 0,10% na KCBT, a US$ cents 725,50/bushel.

Nesta manhã, os preços do cereal foram impulsionados pela escalada do conflito entre Rússia e Ucrânia, especialmente na região exportadora do Mar Negro.

Ambos os países do Leste Europeu, grandes produtores globais de trigo, têm realizado ataques com bombardeios e drones contra a infraestrutura portuária e logística um do outro.

No caso de Moscou, após a ofensiva de drones ucranianos, o Kremlin restringiu a navegação e interrompeu o transporte de grãos nos portos de Novorossiysk e Taman.

Em Kiev, as autoridades relataram uma redução da capacidade de exportação de grãos em seus principais portos, como o de Odessa.

Os agentes do mercado também monitoram a redução nas projeções da colheita do cereal na Austrália devido ao clima seco nas áreas de cultivo.

De acordo com o levantamento do adido do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) no país, a produção deve cair de 36 milhões de toneladas em 2025 para 28 milhões de toneladas neste ano.

No campo climático, segundo o Serviço Nacional de Meteorologia dos EUA (NWS), a previsão é de calor extremo para grande parte do leste de Oklahoma e no oeste do Arkansas.

Mais tarde, o USDA divulgará os dados semanais de vendas para exportação dos Estados Unidos e da atualização do monitoramento das áreas afetadas pela seca.