A taxa de desocupação no Brasil ficou em 5,3% no trimestre encerrado em julho, queda de 0,5 ponto percentual (p.p.) frente ao trimestre terminado em abril, quando estava em 5,8%, informou nesta quinta-feira (27) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Na comparação com o trimestre de maio a julho de 2025, quando a taxa de desemprego estava em 5,6%, houve recuo de 0,3 p.p.

A força de trabalho, que reúne pessoas ocupadas e desocupadas, foi estimada em 109,2 milhões de pessoas no período, maior contingente da série histórica. O número cresceu 0,5% frente ao trimestre de fevereiro a abril, com acréscimo de 499 mil pessoas. Na comparação anual, houve avanço de 0,6%, ou 600 mil pessoas.

Entre os grupamentos de atividade, apenas a Construção apresentou crescimento significativo da ocupação na comparação com o trimestre de fevereiro a abril, com alta de 5,1%, equivalente à entrada de 371 mil trabalhadores. Os demais segmentos permaneceram estatisticamente estáveis.

Na comparação com o trimestre de maio a julho de 2025, a ocupação avançou na Construção, com alta de 4,2% e acréscimo de 308 mil pessoas, e em Transporte, armazenagem e correio, com crescimento de 5,4%, ou 321 mil trabalhadores.

Também houve aumento de 2,3%, equivalente a 438 mil pessoas, no grupo que reúne Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais.

Em sentido contrário, o segmento de Serviços domésticos registrou redução de 4,0% no contingente de trabalhadores frente ao mesmo período de 2025, o equivalente a 229 mil pessoas a menos.