Sustentado pelo dólar, milho fecha o dia em alta na Bolsa Brasileira

O contrato de julho do milho negociado na Bolsa Brasileira (B3) fechou esta terça-feira (23) em leve alta de 0,31%, cotado a R$ 63,85/saca; o vencimento de setembro avançou 0,82%, a R$ 67,20/sc.

Neste pregão, os preços do cereal foram sustentados pela alta de quase 1% do dólar, fator que aumenta a competitividade do milho brasileiro voltado para exportação – próximo ao encerramento das negociações na B3, o câmbio operava a R$ 5,19. No entanto, maiores ganhos foram limitados pela desvalorização do grão negociado na Bolsa de Chicago (CBOT).

O mercado seguiu de olho na colheita do milho de inverno no Centro-Sul do Brasil, que vem ganhando cada vez mais ritmo. Mato Grosso e Paraná lideram os esforços de colheita.

Nesta semana, a DATAGRO Grãos apresentou um novo levantamento para a temporada 2025/26 de milho, no qual manteve a estimativa para a segunda safra em 112 milhões de toneladas, queda de 5% ante o ciclo passado. Por outro lado, a consultoria elevou sua projeção para a safra de verão para 29,7 milhões de toneladas, um aumento anual de 17%.

Dados divulgados ontem pela Secretária de Comércio Exterior (Secex) e analisados pela DATAGRO Grãos mostram que o Brasil embarcou 76,7 mil toneladas de milho na semana encerrada em 19 de junho, ante 139,1 mil toneladas na anterior.

Os embarques brasileiros de milho devem ganhar tração a partir do segundo semestre deste ano, conforme a safra de inverno começa a entrar no mercado.