Envolto em várias batalhas ao mesmo tempo, sendo a maior delas a autopreservação, o STF derrubou a decisão do ministro André Mendonça, que havia autorizado a prorrogação da CPMI do INSS. Como esperado, os ministros optaram por não interferir em assunto do Legislativo. Foi uma decisão que teve como mérito a máxima popular “me ajuda que eu te ajudo”. Davi Alcolumbre tem segurado a pressão de vários pedidos de impeachment contra ministros do STF – Dias Toffoli e Alexandre de Moraes são os principais alvos no momento. Tirar das mãos dele a decisão política de prorrogar ou não uma comissão investigativa seria fragilizar demais o presidente do Congresso Nacional. Agora a CPMI do INSS é assunto encerrado, mas a comissão parlamentar do Senado para investigar o caso Master segue viva. Os senadores foram ao STF para que a Corte mande o presidente do Senado instalar a CPI do Master – afinal, já há assinaturas suficientes e o próprio Supremo tem jurisprudência no sentido de que a CPI é um instrumento da minoria e não há como não instalá-la. A CPMI do INSS encerrará seus trabalhos com um relatório que terá cerca de 200 nomes, como adiantou o relator Alfredo Gastar (PL-AL), mas sem acrescentar uma vírgula às apurações sobre o roubo em aposentadorias e pensões.
Equipe BAF – Direto de Brasília
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