Nesta terça-feira (31), a mineradora australiana St George Mining, responsável pelo Projeto Araxá em Minas Gerais, anunciou uma nova parceria internacional para avançar no processamento de terras raras no Brasil. O acordo prevê a realização de testes com amostras dos minerais críticos de Araxá (MG).
A companhia assinou um memorando de entendimento com a espanhola Técnicas Reunidas, que lidera o projeto europeu PERMANET. A iniciativa, financiada pela União Europeia (UE), busca criar a primeira cadeia produtiva do continente europeu para produção de imãs permanentes.
O acordo visa definir novas rotas industriais para as terras raras, desde materiais intermediários até compostos de maior valor agregado, com enfoque na cadeia produtivas de imãs permanentes de alto desempenho. E a mineradora australiana ainda avalia quais etapas da cadeia produtiva poderão ser realizadas ainda no território brasileiro antes da venda para o exterior.
Atualmente, a St George Mining também avança em negociações com a americana REalloys, para um possível contrato de offtake, um acordo de compra futura da produção, que pode envolver até 40% das terras raras do empreendimento.
No Brasil, além das operações do Projeto Araxá, a australiana também negocia com a iniciativa MagBras, projeto nacional voltado ao desenvolvimento de uma cadeia industrial de imãs permanentes, conduzida pelo SENAI e apoiado pelo conduzido dentro da estrutura do SENAI, com apoio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).