Às 10h15 (horário de Brasília) desta segunda-feira (30), o contrato de julho do milho negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) registrava alta de 2,00 pontos e 0,50%, cotado a US$ cents 404,00/bushel; o de setembro operava em estabilidade, a US$ cents 410,25/bushel. Na parcial do mês de junho, os futuros acumulam perdas de quase 10%.
Ontem (29), o vencimento de julho caiu 2,60%, a US$ cents 402,00/bushel; e o de setembro recuou 2,73%, a US$ cents 410,25/bushel.
Nesta manhã, o mercado ajustava posições antes da publicação do relatório anual de área plantada do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, agendado para sair às 13h. O documento deve trazer uma área semeada com milho menor do que os 38,58 milhões de hectares apontados em março, no relatório de intenção de plantio.
O desenvolvimento da safra 2026/27 é monitorado de perto pelo mercado. Levantamento realizado até último domingo (28) pelo USDA mostra que 9% das lavouras já alcançou a fase de embonecamento, ritmo à frente do registrado na temporada anterior (7%) e na média dos últimos cinco anos (6%). O progresso semanal foi de 4 p.p.
Quanto às condições das lavouras, 67% foram classificadas como boas/excelentes – queda de 1 p.p. ante o registrado na semana anterior e abaixo dos 73% da última temporada. Do restante, 25% foram avaliadas como regulares e 8% como ruins/muito ruins.
Previsão do Serviço Nacional de Meteorologia (NWS) dos EUA aponta que alertas de calor extremo permanecem em vigor para uma grande parte do Meio-Oeste norte-americano, estendendo-se do centro do Kansas até a costa atlântica e do norte de Michigan até o Golfo do México.
Nesta terça-feira, as temperaturas devem bater 38ºC em Iowa e ultrapassar 40ºC no sul de Minnesota. Já nos próximos três dias, devem alcançar 41ºC no norte de Illinois e Indiana.
Também dava certo suporte aos preços o aumento semanal das inspeções de milho para exportação, que totalizaram 1,79 milhão de toneladas na semana encerrada em 25 de junho, ante 1,47 milhão de toneladas na anterior, conforme divulgado na véspera pelo USDA.
Mais tarde, o departamento publicará ainda o relatório trimestral de estoques na posição 1º de junho. A colheita da safrinha no Brasil segue no radar, bem como o progresso dos trabalhos de campo na Argentina.