Às 9h31 (horário de Brasília) desta quarta-feira (17), o contrato de julho do milho negociado na Bolsa Brasileira (B3) operava em leve baixa de 0,11%, cotado a R$ 63,91/saca, com queda semanal acumulada de 0,23%. Por outro lado, o vencimento de setembro apresentava estabilidade com viés de alta (+0,07%), a R$ 67,05/sc, com avanço parcial de 0,33% na semana.
Ontem (16), os futuros fecharam o dia em campo misto: o de julho recuou 0,57%, a R$ 63,98/saca; enquanto o de setembro subiu 0,07%, a R$ 67,00/sc.
Nesta manhã, os preços internos do cereal eram pressionados pelo avanço da colheita do milho de inverno 2025/26 no Centro-Sul do Brasil que alcançou 6,4% da área projetada, segundo o levantamento realizado pela DATAGRO Grãos até a última sexta-feira (12).
O ritmo é similar ao observado no mesmo período do ano passado (6,5%) e na média das últimas cinco safras (6,6%). No Mato Grosso e no Paraná, primeiro e segundo maiores produtores nacionais, os trabalhos de campo estão em 12% e 1,8%, respectivamente.
A DATAGRO Grãos projeta que serão colhidas 112,3 milhões de toneladas de milho na safra de inverno, o que configura uma queda de 5% ante a temporada anterior. Boa parte dessa perda, porém, deve ser compensada pela safra de verão, cuja produção saltou 14%, para 28,9 milhões de toneladas, no ciclo 2025/26.
Por outro lado, dava suporte às cotações naconais do cereal o avanço do milho na Bolsa de Chicago (CBOT), bem como a valorização do câmbio, fator que aumenta a competitividade do grão voltado a exportação.