O contrato de julho do milho negociado na Bolsa Brasileira (B3) fechou esta segunda-feira (1º) em leve baixa de 0,38%, cotado a R$ 65,17/saca; o vencimento de setembro recuou 0,51%, a R$ 67,75/sc.

Neste pregão, os preços internos foram pressionados pela baixa moderada dos contratos equivalentes na Bolsa de Chicago (CBOT).

Ademais, a desvalorização do câmbio, fator que diminui a competitividade do milho brasileiro voltado à exportação, também contribuiu para o viés negativo. Próximo ao fim das negociações na B3, o dólar caía 0,5%, a R$ 5,01.

No campo, o início da colheita da segunda safra do grão, em importantes estados produtores do Centro-Sul do Brasil, também pressionou as cotações do cereal.

Órgãos locais como o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) e o Departamento de Economia Rural (Deral) relataram que os trabalhos já tiveram início no fim do mês de maio no Mato Grosso e no Paraná, ainda de forma incipiente.

DATAGRO Grãos projeta que serão colhidas 112,3 milhões de toneladas de milho na safra de inverno, o que configura uma queda de 5% ante a temporada anterior. Boa parte dessa perda, porém, deve ser compensada pela safra de verão, cuja produção saltou 14%, para 28,9 milhões de toneladas, no ciclo 2025/26.