Spot do milho finaliza a 3ª feira em queda moderada na B3

O contrato de julho do milho negociado na Bolsa Brasileira (B3) encerrou esta terça-feira (16) em baixa moderada de 0,57%, cotado a R$ 63,98/saca. Por outro lado, o vencimento de setembro fechou em estabilidade com viés de alta (+0,07%), a R$ 67,00/sc.

Neste pregão, os preços internos do cereal foram pressionados pelo recuo dos contratos equivalentes na Bolsa de Chicago (CBOT). Por outro lado, acabou dando suporte a valorização do valorização do câmbio, fator que aumenta a competitividade do grão voltado a exportação – próximo ao fim das negociações na B3, o dólar subia quase 0,50% a R$ 5,08.

Os agentes do mercado também seguiram monitorando o progresso da colheita do milho de inverno 2025/26 no Centro-Sul do Brasil que alcançou 6,4% da área projetada, segundo o levantamento realizado pela DATAGRO Grãos até a última sexta-feira (12).

O ritmo dos trabalhos se encontra similar ao observado no mesmo período do ano passado (6,5%) e na média das últimas cinco safras (6,6%). No Mato Grosso e no Paraná, primeiro e segundo maiores produtores nacionais, os trabalhos de campo estão em 12% e 1,8%, respectivamente.

Na última semana, a colheita também foi iniciada nos estados de Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e São Paulo.

DATAGRO Grãos projeta que serão colhidas 112,3 milhões de toneladas de milho na safra de inverno, o que configura uma queda de 5% ante a temporada anterior. Boa parte dessa perda, porém, deve ser compensada pela safra de verão, cuja produção saltou 14%, para 28,9 milhões de toneladas, no ciclo 2025/26.