Spot do milho anota leve alta na B3 nesta manhã de 3ª feira

Às 9h32 (horário de Brasília) desta terça-feira (28), o contrato de setembro do milho negociado na Bolsa Brasileira (B3) apresentava leve avanço de 0,22%, cotado a R$ 69,30/saca; o vencimento de novembro operava em estabilidade com viés de alta (+0,04%), a R$ 73,34/sc.

Ontem (27), os futuros caíram 2,03% e 2,07%, a R$ 69,15/sc e a R$ 73,35/sc, nesta ordem.

Nesta manhã, os preços internos eram sustentados pelo avanço dos contratos equivalentes na Bolsa de Chicago (CBOT). Ademais, a valorização do câmbio, fator que aumenta a competitividade do milho brasileiro negociado no mercado internacional, também contribuía para o viés positivo.

Dados divulgados ontem pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) e analisados pela DATAGRO Grãos mostram que o Brasil exportou 561,2 mil toneladas na semana encerrada em 24 de julho, volume 110,2% acima das 267,0 mil t embarcadas na semana anterior.

O montante, porém, ainda segue bem abaixo da média semanal – de 1,427 mi de t – necessária para alcançar a projeção total da DATAGRO Grãos para as exportações no ano comercial 2026/27.

Os embarques nacionais do cereal tendem a ganhar cada vez mais ritmo no segundo semestre deste ano, tomando o lugar da soja nos portos, conforme a colheita da safrinha avança no Centro-Sul do Brasil.

Levantamento realizado pela DATAGRO Grãos até o dia 17 deste mês mostra que os trabalhos já ultrapassaram 50% da área cultivada, ritmo abaixo da temporada passada e inferior à média plurianual.

DATAGRO projeta que o Brasil irá colher 112,5 milhões de toneladas de milho nesta segunda safra de 2026, volume 5% menor na comparação com o último ciclo.