O contrato de agosto da soja negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou esta segunda-feira (6) em expressiva alta de 47,75 pontos e 4,20%, cotado a US$ cents 1.184,00/bushel; o de setembro subiu 45,00 pontos e 3,96%, a US$ cents 1.181,00/bushel.
Em relação aos derivados, o óleo e farelo valorizavam 1,48% e 2,42%, respectivamente.
Neste pregão, o mercado reagiu ao aumento das preocupações com o clima nos Estados Unidos. As previsões meteorológicas indicam temperaturas acima da média no Meio-Oeste norte-americano na próxima semana, justamente no momento em que as lavouras entram em fases decisivas para a definição do potencial produtivo.
Além do calor previsto, fortes chuvas durante o feriado do Dia da Independência (4) provocaram alagamentos em áreas agrícolas de Iowa, Illinois, Wisconsin e outros estados produtores, elevando a incerteza sobre o desenvolvimento das lavouras.
Fora dos EUA, a onda de calor que atinge a Europa também permanece no radar dos investidores. Na França, produtores já relatam perdas em diferentes culturas agrícolas em razão das altas temperaturas e da falta de chuvas.
Outro fator de sustentação para os preços foi a expectativa de retomada das compras chinesas de soja norte-americana. O mercado segue acompanhando possíveis negócios após a reunião realizada em maio entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping, que resultou em um compromisso de ampliar o comércio agrícola entre os dois países.
Apesar da ausência de anúncios oficiais, a especulação sobre novas aquisições pela China continuou dando suporte às cotações.
No lado da demanda, o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) informou que os embarques semanais de soja alcançaram 528 mil toneladas na semana encerrada em 2 de julho. O volume ficou dentro da faixa projetada pelo mercado, entre 300 mil e 600 mil toneladas.
Mais tarde, o USDA vai divulgar o relatório semanal sobre as condições e os estágios de desenvolvimento das lavouras norte-americanas.