Soja termina em queda na CBOT nesta 5ª feira

O contrato de agosto da soja negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou esta quinta-feira (30) em estabilidade com viés de baixa (0,75 ponto e -0,06%), cotado a US$ cents 1.177,25/bushel; o de setembro cedeu 3,75 pontos e 0,32%, a US$ cents 1.172,25/bushel. Na parcial da semana, os ativos acumulam perdas de 5,67% e 5,48%, nesta ordem.

Já no caso dos derivados, o farelo e o óleo desvalorizaram respectivos 0,38% e 1,19%.

Neste pregão, os preços foram pressionado pela previsão de chuvas sobre o Corn Belt, principal região produtora de soja e milho dos Estados Unidos, após um período de temperaturas elevadas e tempo mais seco.

Segundo o boletim diário do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), áreas de chuva e tempestades avançam sobre a porção oeste da região, incluindo os estados de Nebraska, Dakota do Norte e Dakota do Sul, favorecendo a recuperação da umidade do solo.

Ao mesmo tempo, o Monitor de Seca do USDA apontou deterioração das condições de umidade nas áreas produtoras. O levantamento mostrou que 26% das lavouras de soja estão localizadas em regiões sob seca, avanço de 8 pontos percentuais em relação à semana anterior, quando o índice era de 18%.

No lado da demanda, o USDA confirmou uma venda avulsa de 132 mil toneladas de soja para a China, reforçando o interesse do principal importador mundial pela oleaginosa norte-americana.

Além disso, os embarques semanais totalizaram 1,635 milhão de toneladas na semana encerrada em 23 de julho, sendo 302 mil toneladas referentes à safra 2025/26 e 1,333 milhão de toneladas da temporada 2026/27. Os volumes ficaram dentro das expectativas do mercado, contribuindo para limitar as perdas registradas ao longo do pregão.