O contrato de julho da soja negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou esta quarta-feira (24) em moderada baixa de 8,25 pontos e 0,74%, cotado a US$ cents 1.108,25/bushel; o de agosto cedeu 7,25 pontos e 0,65%, a US$ cents 1.116,75/bushel. Na parcial da semana, ambos os ativos perdiam 1,25% e 1,02%, nesta ordem.
No caso dos derivados, o óleo recuou 1,60%, enquanto o farelo valorizou 0,23%.
Neste pregão, os preços foram pressionados pela valorização do dólar frente às principais moedas globais, com alta de 0,20% do DXY, o que reduz a competitividade das exportações norte-americanas.
Outro fator baixista foi a queda das cotações do petróleo no mercado internacional, o que desfavorece a atratividade dos biocombustíveis produzidos a partir de grãos e oleaginosas.
Enquanto isso, os investidores seguem atentos à demanda internacional, incluindo as recentes compras por parte da China, além das condições climáticas no Meio-Oeste dos EUA.
O mercado também aguarda a divulgação, em 30 de junho, dos relatórios de área plantada e estoques trimestrais do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), considerados entre os mais importantes do ano para a formação de preços dos grãos.
Segundo o boletim diário do USDA, as condições climáticas continuam amplamente favoráveis ao desenvolvimento das lavouras norte-americanas. As temperaturas e os níveis de umidade do solo permanecem adequados para as culturas de verão, que avançam para fases mais importantes do ciclo produtivo.
O departamento destacou a ocorrência de chuvas e trovoadas isoladas na região dos Grandes Lagos ao longo desta quarta-feira, enquanto a maior parte do restante do Meio-Oeste registrou clima ameno e condições satisfatórias para o desenvolvimento das plantações.
Para amanhã (25), as atenções do mercado se voltam para o relatório semanal de vendas para exportação do USDA, que poderá oferecer novos sinais sobre o ritmo da demanda internacional por soja norte-americana.