O contrato de setembro da soja negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou esta quinta-feira (20) em leve baixa de 1,50 ponto e 0,12%, cotado a US$ cents 1.220,75/bushel, mas com ganho parcial na semana de 3,65%; o de novembro fechou em estabilidade com viés de baixa (0,75 ponto e 0,06%), a US$ cents 1.236,50/bushel – valorização semanal de 3,69%.
Quanto aos derivados, o farelo perdeu 0,75%, enquanto que o óleo subiu 1,89%.
Neste pregão, os preços foram pressionados por um movimento de realização de lucros, após os ganhos acumulados ao longo da semana. Por outro lado, as preocupações com o desenvolvimento das lavouras norte-americanas e a demanda internacional aquecida limitaram as perdas.
As avaliações da Pro Farmer Crop Tour mostraram contagens de vagens de soja acima da média em Illinois, maior estado produtor dos Estados Unidos, e próximas da média no oeste de Iowa. Em outros estados percorridos pela expedição, porém, os resultados ficaram abaixo do esperado.
Do lado da demanda, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) anunciou nesta quinta-feira uma venda avulsa de 150 mil toneladas de soja para destino desconhecido.
Nos dados semanais, o USDA informou vendas de 85 mil toneladas da safra 2025/26 e de 1,723 milhão de toneladas do ciclo 2026/27 na semana encerrada em 13 de agosto. Ambos os volumes ficaram dentro das expectativas do mercado.
Os investidores também continuam acompanhando as condições climáticas no Corn Belt. Segundo o boletim diário do USDA, apesar de as temperaturas permanecerem favoráveis ao desenvolvimento do milho e da soja, as condições de umidade apresentam forte variação entre as principais áreas produtoras.
Os focos de seca estão concentrados principalmente no Alto Meio-Oeste, enquanto o excesso de umidade do solo e os riscos de inundações em áreas mais baixas se estendem do centro de Illinois ao sul de Ohio.
Por fim, o Conselho Internacional de Grãos (IGC) divulgou hoje seu novo relatório mensal com projeções para as safras globais de grãos. No caso da soja, o conselho reduziu de 442 para 432 milhões de toneladas a projeção para a safra global 2025/26, mas manteve a estimativa para 2026/27 em 441 milhões de toneladas.