O contrato de julho da soja negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou esta sexta-feira (26) em leve baixa de 1,25 ponto e 0,11%, cotado a US$ cents 1.126,25/bushel; o de agosto fechou em viés de baixa (-0,50 ponto e -0,04%), a US$ cents 1.136,50/bushel.
Porém, na semana, os futuros acumularam ganhos de 0,31% e 0,73%, nesta ordem.
Em relação aos derivados, o óleo subiu 0,69%; enquanto que o farelo recuou 0,39%.
Nesta sessão, os preços da oleaginosa foram pressionados pelo desempenho negativo do mercado agrícola norte-americano e pela forte desvalorização do petróleo no mercado internacional, fator que reduz a competitividade dos biocombustíveis produzidos a partir de grãos e oleaginosas.
No campo, o clima segue favorável ao desenvolvimento das lavouras no Corn Belt, principal região produtora de soja e milho dos Estados Unidos.
Segundo o boletim diário do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), o Meio-Oeste registrou chuvas isoladas e temperaturas próximas ou abaixo da média histórica nesta sexta-feira. As máximas permaneceram abaixo de 27°C na maior parte da região, com exceção da faixa sul do Cinturão do Milho.
“Com a escassez de umidade no solo restrita principalmente a partes do alto Meio-Oeste, a maior parte das lavouras de milho e soja continua se desenvolvendo com estresse mínimo”, destacou o USDA.
Por outro lado, o Serviço Nacional de Meteorologia (NWS) prevê uma elevação das temperaturas ao longo do fim de semana, com máximas que podem atingir 38°C entre o norte do Meio-Oeste e a costa leste, abrangendo as Carolinas.
Os investidores também ajustaram posições antes da divulgação, na próxima terça-feira (30), dos relatórios de área plantada e estoques trimestrais do USDA, considerados entre os principais indicadores para as perspectivas de oferta da safra norte-americana.
Na segunda-feira (29), o mercado acompanhará a divulgação dos dados semanais de embarques para exportação e da atualização das condições e estágios das lavouras dos EUA.