O contrato de julho da soja negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou esta terça-feira (16) em moderada alta de 10,75 pontos e 0,96%, cotado a US$ cents 1.130,00/bushel; o de agosto subiu 11,00 pontos e 0,98%, a US$ cents 1.134,50/bushel.
Em relação aos derivados, o farelo se valorizou 0,99%, enquanto o óleo caiu 1,95%.
Neste pregão, os preços inverteram o sentido de baixa observado de manhã e foram impulsionados pelos rumores do mercado de que a China deve voltar a comprar produtos agrícolas norte-americanos, meses após o governo dos Estados Unidos e Pequim firmarem novos acordos comerciais.
Além disso, também deu alguma sustentação aos ativos a desvalorização do dólar perante as principais moedas globais, com baixa de 0,11% do DXY, fator que favorece as exportações norte-americanas.
Paralelamente, os ganhos foram parcialmente contidos pela queda expressiva do petróleo no mercado internacional, fator que reduz a competitividade dos biocombustíveis feitos à base de oleaginosas e grãos. Por outro lado, parte dos investidores está atenta para ver se a fraqueza dos preços de energia poderia estimular uma maior demanda por parte dos importadores de grãos.
Em relação ao clima, o boletim diário do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) informou que a região do Corn Belt, que abriga as lavouras de soja e milho do país, segue com tempo fresco, com a maioria dos estados com a máxima batendo abaixo dos 27ºC. Enquanto isso, uma frente fria que atravessa o Meio-Oeste superior está produzindo chuvas esparsas.
A maior parte das lavouras de milho e soja do Meio-Oeste possui umidade suficiente para um desenvolvimento normal. Até 14 de junho, 95% da safra 2026/27 de soja nos EUA já fora semeada.