Às 9h33 (horário de Brasília) desta quinta-feira (23), o contrato de maio da soja negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) avançava 1,75 ponto e 0,15%, cotado a US$ cents 1.162,75/bushel; o de julho recuava 1,25 ponto e 0,11%, a US$ cents 1.178,25/bushel. Na parcial da semana, os ativos acumulam perdas de 0,39% e 0,40%, nesta ordem.
Na véspera (22), os vencimentos fecharam no campo negativo, com baixa de 0,85% para o de maio, a US$ cents 1.164,50/bushel, e de 0,90% para o de julho, a US$ cents 1.179,50/bushel.
Quanto aos derivados, o óleo desvalorizava 0,42% e o farelo subia 0,47%.
Nesta manhã, os preços seguem pressionados pelo avanço do plantio nos Estados Unidos. Segundo o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), a semeadura da safra 2026/27 atingiu 12% da área prevista, avanço semanal de 6 pontos percentuais.
O ritmo está acima dos 7% registrados no mesmo período do ano passado e da média de 6% dos últimos cinco anos. A área total projetada é de 34,27 milhões de hectares, alta de 4% em relação à safra anterior.
Também enfraquecia os preços a valorização do dólar frente às principais moedas globais, com alta de 0,09% do DXY, o que reduz a competitividade das exportações norte-americanas.
No cenário internacional, o Conselho Internacional de Grãos (IGC) ajustou a produção global de soja 2025/26 de 442 milhões para 441 milhões de toneladas, sinalizando leve redução na oferta.
Os investidores também acompanham as negociações entre EUA e Irã. A alta do petróleo — com o Brent acima de US$ 100 por barril — tende a favorecer a demanda por biocombustíveis, impactando indiretamente o mercado de oleaginosas.
No radar, o mercado aguarda a divulgação dos dados semanais de vendas para exportação do USDA.