Soja registra leve baixa na CBOT na manhã desta 3ª feira

Às 09h32 (horário de Brasília) desta terça-feira (9), o contrato de julho da soja negociado na Bolsa de Chicago (CBOTregistrava viés de baixa (-0,09% e 1,00 ponto), cotado a US$ cents 1.114,75/bushel. O de agosto recuava 1,25 ponto e 0,11%, a US$ cents 1.120,00/bushel.

Na véspera (8), os ativos fecharam no campo negativo, com recuos de 0,51% e 0,42%, cotados a US$ cents 1.115,75/bushel e US$ cents 1.121,25/bushel, nesta ordem.

No caso dos derivados, o farelo e o óleo operavam em alta, de 0,96% e 0,08%, respectivamente.

Nesta manhã, os preços eram pressionados pelo avanço dos trabalhos de campo nos Estados Unidos e pelas condições consideradas favoráveis para o desenvolvimento da safra 2026/27.

De acordo com o relatório semanal do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), o plantio da soja alcançou 92% da área projetada até o último domingo (7), superando os 89% registrados no mesmo período do ano passado e os 88% da média dos últimos cinco anos.

Além disso, 79% das lavouras já haviam atingido a fase de emergência, acima dos 73% observados em igual período de 2025 e dos 71% da média histórica.

O USDA também informou que 65% das áreas cultivadas foram classificadas entre boas e excelentes condições. Embora o índice represente queda de um ponto percentual em relação à semana anterior, permanece em patamar considerado favorável para o desenvolvimento da cultura.

Para a safra 2026/27, o departamento projeta área semeada de 34,27 milhões de hectares, crescimento de 4% em relação ao ciclo anterior.

No campo climático, o Serviço Nacional de Meteorologia norte-americano (NWS) alertou para a ocorrência de tempestades severas em partes do Meio-Oeste norte-americano nos próximos dias.

Segundo o órgão, há risco de ventos fortes, descargas elétricas, granizo e até tornados em áreas isoladas. Além disso, as precipitações poderão provocar alagamentos localizados em regiões do Alto e Médio Vale do Mississippi e em partes dos Grandes Lagos.

Quanto à demanda internacional, a Administração Geral das Alfândegas da China (GACC) informou que as importações chinesas de soja totalizaram 11,79 milhões de toneladas em maio, volume 15,3% inferior ao registrado no mesmo mês de 2025, quando o país importou 13,92 milhões de toneladas.

Já os embarques norte-americanos de soja somaram 398 mil toneladas na semana encerrada em 4 de junho, segundo o USDA. O resultado ficou dentro das expectativas do mercado, que variavam entre 300 mil e 600 mil toneladas.

No radar, os investidores também acompanham o comportamento do petróleo no mercado internacional. A redução das tensões geopolíticas no Oriente Médio tem pressionado as cotações da commodity, movimento que reduz a competitividade dos biocombustíveis produzidos a partir de grãos e oleaginosas.