Às 09h34 (horário de Brasília) desta segunda-feira (8), o contrato de julho da soja negociado na Bolsa de Chicago (CBOTregistrava leve baixa de 4,75 pontos e 0,42%, cotado a US$ cents 1.116,75/bushel. O de agosto recuava na mesma intensidade, a US$ cents 1.121,25/bushel.

Na última sessão (5), os ativos fecharam no campo negativo, com recuos de 0,71% e 0,57%, cotados a US$ cents 1.121,50/bushel e US$ cents 1.126,00/bushel, nesta ordem.  Na semana, os futuros acumularam perdas de 5,50% e 5,40%, respectivamente.

No caso dos derivados, o farelo e o óleo cediam 0,58% e 0,69%, na devida ordem.

Nesta manhã, o mercado segue pressionado pelas perspectivas favoráveis para a safra 2026/27 dos Estados Unidos e pela ausência de sinais concretos de aumento das compras chinesas de produtos agrícolas norte-americanos, apesar dos compromissos firmados entre Washington e Pequim para ampliar o comércio agrícola.

No campo, o Serviço Nacional de Meteorologia dos EUA (NWS) reportou que são esperadas pancadas de chuva e trovoadas em grande parte do Corn Belt, principal região produtora de soja e milho do país.

“A umidade que flui para o norte sobre o Vale do Mississippi produzirá pancadas de chuva e trovoadas com chuvas fortes no Alto e Médio Vale do Mississippi, no Vale do Ohio e no Vale do Tennessee”, informou o NWS.

Diante da previsão, o Centro de Previsão de Chuvas (WPC) emitiu alerta de risco leve para precipitações excessivas até a manhã de terça-feira (9). Segundo o órgão, os maiores impactos deverão ocorrer em áreas urbanas, estradas, pequenos cursos d’água e regiões de baixa altitude, com possibilidade de alagamentos localizados.

Por fim, maiores perdas eram limitadas pelo aumento das tensões no Oriente Médio, onde Israel realizou novos ataques contra instalações militares do Irã, gerando dúvidas quanto ao cessar-fogo na região e o aumento nos preços do petróleo.

No radar dos investidores, o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) divulgará ainda hoje o relatório semanal de embarques, além da atualização sobre os estágios de desenvolvimento e as condições das lavouras norte-americanas. Os dados poderão trazer novos indicativos sobre o potencial produtivo da safra e o ritmo da demanda internacional pela oleaginosa.