Às 9h32 (horário de Brasília) desta quarta-feira (13), o contrato de julho da soja negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) registrava leve alta de 2,25 pontos e 0,18%, cotado a US$ cents 1.229,00/bushel; o de agosto avançava 1,75 ponto e 0,14%, a US$ cents 1.223,50/bushel. Na parcial da semana, os ativos acumulam ganhos de 1,70% e 1,73%, nesta ordem.
No último pregão (12), os vencimentos fecharam no campo positivo, ambos com valorização de 1,13%, a US$ cents 1.226,75/bushel e US$ cents 1.221,75/bushel, respectivamente.
No caso dos derivados, o farelo subia 0,76%, enquanto o óleo perdia 0,27%.
Nesta manhã, o mercado continuou repercutindo os números do relatório mensal de oferta e demanda (WASDE) do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que trouxe as primeiras projeções oficiais para a safra norte-americana 2026/27.
Para a temporada 2025/26, o USDA reduziu os estoques finais de soja dos EUA para 9,25 milhões de toneladas, abaixo das expectativas do mercado. Os estoques globais também vieram menores que o esperado, estimados em 125,13 milhões de toneladas.
Já para 2026/27, o departamento projetou produção e estoques inferiores ao aguardado pelos agentes, tanto nos EUA quanto no cenário mundial.
A safra norte-americana foi estimada em 120,70 milhões de toneladas, enquanto os estoques finais ficaram em 8,44 milhões de toneladas. Apesar dessa primeira estimativa vir abaixo da expectativa pelo mercado, a produção esperada ainda seria a segunda maior da história do país, atrás apenas da safra 2021/22 (121,50 milhões de toneladas).
Os investidores também monitoram a visita do presidente Donald Trump à China, onde participa de reuniões com o presidente Xi Jinping. A expectativa do mercado é de que Washington e Pequim avancem em acordos comerciais envolvendo compras chinesas de grãos e carnes norte-americanas.
No clima, os agentes acompanham as condições no Corn Belt, principal área produtora de soja e milho dos EUA. Segundo boletim diário do USDA, as temperaturas seguem próximas ou abaixo do normal nas áreas a leste do rio Mississippi, enquanto o calor avança sobre as regiões produtoras do oeste do país.
“O clima seco está permitindo um ritmo acelerado de plantio das culturas de verão; até 10 de maio, 57% da área destinada ao milho e 49% da área destinada à soja já haviam sido plantados nos EUA”, destacou o departamento.