Às 9h50 (horário de Brasília) desta terça-feira (14), o contrato de maio da soja negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) registrava leve alta de 3,25 pontos e 0,28%, cotado a US$ cents 1.165,50/bushel. O vencimento de julho avançava 3,50 pontos e 0,30%, a US$ cents 1.181,00/bushel.
Na véspera (13), os futuros fecharam no campo negativo, com queda de 1,15% para ambos os contratos, a US$ cents 1.162,25/bushel e a US$ cents 1.177,50/bushel, nesta ordem.
Em relação aos derivados, o farelo avançava 1,30%, enquanto o óleo recuava 0,39%.
Nesta manhã, os preços eram beneficiados pela valorização do farelo, bem como pelo enfraquecimento do dólar perante as principais moedas globais, com baixa de 0,37% do DXY, fator que favorece as exportações norte-americanas.
O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) informou ontem embarques de 815 mil toneladas de soja na semana encerrada em 9 de abril. O volume ficou acima das 805 mil toneladas da semana anterior e dentro da faixa esperada pelo mercado (de 400 mil a 1,365 milhão de toneladas).
Os ganhos, no entanto, eram limitados pelo avanço do plantio da safra 2026/27 nos Estados Unidos. Segundo o USDA, a semeadura atingiu 6% da área projetada, acima dos 2% da média dos últimos cinco anos e do ritmo normalmente observado para o período.
No cenário internacional, os investidores também monitoram os desdobramentos geopolíticos no Oriente Médio. O mercado acompanha novos sinais de possível retomada das negociações entre Estados Unidos e Irã, após declarações do presidente Donald Trump indicando que Teerã estaria disposto a discutir um acordo para encerrar o conflito.
Já a Administração Geral de Alfândega da China reportou que o gigante asiático importou 4,02 milhões de toneladas de soja em março, volume 14,9% superior na comparação com o mesmo mês do ano passado.