Às 09h34 (horário de Brasília) desta segunda-feira (22), o contrato de julho da soja negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) operava em leve alta de 4,75 pontos e 0,42%, cotado a US$ cents 1.127,50/bushel; o de agosto avançava na mesma intensidade, a US$ cents 1.133,00/bushel.
Na última sessão (18), os ativos cederam 0,82% e 0,75%, cotados a US$ cents 1.122,75/bushel e US$ cents 1.128,25/bushel, nesta ordem. Por outro lado, na semana, os futuros acumularam ganhos de 0,83% e 0,85%, respectivamente.
No caso dos derivados, o farelo e o óleo subiam 0,03% e 0,46%, na devida ordem.
Nesta manhã, os investidores voltam ao mercado depois do feriado de Juneteenth nos Estados Unidos na sexta-feira (19), de olho no aumento das compras chinesas de soja norte-americana.
Na semana passada, o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) anunciou uma venda avulsa de 132 mil toneladas de soja para a China, com entrega prevista para a safra 2026/27.
A operação marcou a primeira compra chinesa divulgada oficialmente desde a cúpula realizada em maio entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping. Na ocasião, os dois países mantiveram o compromisso de aquisição de 25 milhões de toneladas de soja norte-americana por ano até 2028.
No campo climático, os investidores seguem atentos às condições no Corn Belt, principal região produtora de soja e milho dos EUA.
De acordo com o Serviço Nacional de Meteorologia (NWS), alertas de tornados, tempestades severas e inundações repentinas permanecem em vigor em partes do sul do Missouri e do noroeste do Arkansas. Algumas áreas podem receber até 100 milímetros de chuva, acompanhados por rajadas de vento de até 96 km/h.
As tempestades também atingem regiões do sul de Illinois e Indiana, elevando as preocupações com possíveis impactos sobre as lavouras.
Segundo analistas, o excesso de umidade tem dificultado a aplicação de fertilizantes e defensivos agrícolas, além de aumentar os riscos fitossanitários para as plantações.
No radar dos investidores, o USDA divulgará ainda hoje os dados semanais de embarques, bem como a atualização dos estágios de desenvolvimento e das condições das lavouras norte-americanas.