Às 09h27 (horário de Brasília) desta segunda-feira (16), o contrato de maio da soja negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) operava em expressiva baixa de 31,00 pontos e 2,53%, cotado a US$ cents 1.194,25/bushel; o vencimento de julho recuava 29,00 pontos e 2,34%, a US$ cents 1.208,50/bushel.
No último pregão (13), os ativos cederam respectivos 0,16% e 0,20%, cotados a US$ cents 1.225,25/bushel e 1.237,50/bushel, nesta ordem.
Em relação aos derivados, farelo e óleo recuavam 2,01% e 1,45%, respectivamente. Mais tarde, a Associação Nacional dos Processadores de Oleaginosas dos Estados Unidos (Nopa) divulga o seu relatório mensal sobre volume de processamento de soja nos EUA.
Nesta manhã, os preços foram pressionados pelo movimento de realização de lucros, após os ganhos registrados na semana passada, à medida que o sentimento negativo também era reforçado pela possibilidade de adiamento da reunião entre os presidentes EUA e China, Donald Trump e Xi Jinping.
Trump afirmou no domingo (15) que poderia postergar a cúpula com o líder chinês, inicialmente prevista para o final de março, enquanto pressiona Pequim a ajudar na tentativa de desbloquear o Estreito de Ormuz, ponto crítico da logística global de petróleo em meio ao conflito no Oriente Médio.
Apesar das incertezas, autoridades norte-americanas e chinesas realizaram conversas em Paris no domingo, consideradas “notavelmente estáveis”. Segundo relatos, a China manteve o compromisso de ampliar as compras de soja dos EUA conforme o acordo comercial firmado em outubro do ano passado.
Dando algum suporte aos preços no curto prazo, o mercado observa o atraso na colheita de soja no Brasil, à medida que o excesso de chuvas tem atrapalhado as atividades de campo no País.
No radar, o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) divulga hoje o seu relatório semanal de embarques, o que pode dar novas pista sobre a demanda pela soja norte-americana.