Soja registra expressiva alta em Chicago na manhã desta 2ª feira

Às 9h40 (horário de Brasília) desta segunda-feira (18) o contrato de julho da soja negociado na Bolsa de Chicago (CBOTregistrava expressiva alta de 26,75 pontos e 2,27%, cotado a US$ cents 1.203,75/bushel. O de agosto avançava 26,25 pontos e 2,23%, a US$ cents 1.202,75/bushel.

No último pregão (15), os ativos fecharam no campo negativo, com queda de 1,30% para o de julho, a US$ cents 1.177,00/bushel, e de 1,11% para o de agosto, a US$ cents 1.176,50/bushel. Na semana, eles acumularam perdas de 2,57% e 2,18%, nesta ordem.

No caso dos derivados, o farelo e o óleo avançavam 1,32% e 1,46%, respectivamente.

Nesta manhã, os preços da oleaginosa eram impulsionados pelo movimento de ajuste nas posições, tendo em vista as fortes perdas anotadas na semana passada, além do otimismo do mercado em torno do anúncio de novas compras chinesas de produtos agrícolas norte-americanos.

Segundo comunicado divulgado no domingo (17) pela Casa Branca, a China se comprometeu a comprar US$ 17 bilhões em produtos agrícolas dos Estados Unidos em 2026, 2027 e 2028.

O acordo foi fechado após reuniões entre o presidente Donald Trump e o líder chinês Xi Jinping realizadas na semana passada.

O montante não inclui os compromissos de compra de soja assumidos por Pequim em outubro de 2025, algo que já era esperado pelos agentes do mercado.

Para além da soja, o acordo prevê redução tarifária e ampliação das compras chinesas de carne bovina e de aves norte-americanas.

No campo, os investidores também acompanham as condições climáticas no Corn Belt, principal região produtora de soja e milho dos EUA. O Serviço Nacional de Meteorologia do país emitiu alertas de inundação para áreas de Nebraska, Kansas e Missouri.

Segundo o órgão, tempestades devem se consolidar ao longo do dia, elevando os riscos de rajadas de vento severas e possíveis tornados localizados.

No radar, o mercado aguarda a divulgação do relatório semanal de embarques do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), bem como a atualização das condições e estágios das lavouras norte-americanas.