O contrato de agosto da soja negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou esta quinta-feira (9) em forte baixa de 15,50 pontos e 1,30%, cotado a US$ cents 1.177,75/bushel; o de setembro cedeu 13,50 pontos e 1,14%, a US$ cents 1.170,00/bushel. Na semana, por outro lado, os futuros acumalam ganhos parciais de 3,65% e 2,99%, respectivamente.

Quanto aos derivados, o óleo caiu 1,31%, enquanto o farelo subiu 1,63%.

Neste pregão, o mercado realizava lucros, tendo em vista a sequência de altas anotada no começo desta semana. Também pesou sobre os preços da oleaginosa as condições climáticas favoráveis ao desenvolvimento da safra 2026/27 no Corn Belt, cujas lavouras começam a entrar em fase reprodutiva.

Boletim diário do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) mostra que “as temperaturas e os níveis de umidade do solo permanecem, em sua maior parte, favoráveis para as culturas de verão no Cinturão do milho”.

As chuvas estão distribuídas de forma isolada pelo Meio-Oeste, com os maiores volumes registrados no início de hoje em partes de Missouri.

Em 5 de julho, a umidade da camada superficial do solo nas regiões agrícolas foi classificada como 17% acima do normal em Missouri, com índices ainda mais elevados em Iowa (18%), Indiana (22%), Illinois (26%) e Michigan (27%).

Limitando maiores perdas, a demanda internacional segue aquecida pela oleaginosa norte-americana. Pela manhã, o USDA informou que exportadores norte-americanos realizaram duas vendas individuais de soja, sendo uma de 136 mil toneladas para a China e outra de 120 mil toneladas para um destino desconhecido. Ambas possuem entrega programada para o ano comercial 2026/27.

O Departamento também publicou os registros de vendas para exportação da semana encerrada em 2 de julho, indicando que foram comercializadas 54,3 mil toneladas de soja para entrega em 2025/26, volume 30% superior em relação à semana anterior, e 408,3 mil toneladas para envio em 2026/27.

Milho 

O contrato de setembro do milho caiu 3,50 pontos e 0,80% em Chicago, cotado a US$ cents 431,00/bushel. O vencimento de dezembro cedeu 4,25 pontos e 0,93%, a US$ cents 452,00/bushel. Na semana, por outro lado, os futuros acumulam ganhos de 2,01% e 2,38%, respectivamente.

O mercado de milho também realizou lucros, tendo em vista os ganhos anotados desde o último dia 30, quando o USDA confirmou uma área plantada com o cereal 3% menor na safra 2026/27.

Também pesou sobre as cotações do grão as boas condições climáticas no Corn Belt e a desvalorização de quase 1% do petróleo no mercado internacional, apesar da retomada dos ataques entre Estados Unidos e Irã no Oriente Médio. A desvalorização do combustível fóssil reduz a competitividade do etanol norte-americano produzido à base de milho.

As vendas líquidas da semana encerrada em 2 de julho somaram 565,8 mil toneladas para exportação no ano comercial 2025/26 e 401,7 mil toneladas para embarque em 2026/27 – ambos desempenhos vieram abaixo do esperado pelo mercado.

No radar do mercado de milho, o avanço da colheita da safra de inverno no Centro-Sul do Brasil e a lentidão dos trabalhos de colheita na Argentina, embora os desempenhos produtivos estejam melhores este ano.

Trigo 

O contrato de setembro do trigo negociado na CBOT subiu 12,00 pontos e 1,97%, negociado a US$ cents 619,75/bushel. Na Bolsa de Kansas (KCBT), o vencimento do mesmo mês subiu 9,00 pontos e 1,39%, a US$ cents 654,25/bushel. Na parcial semanal, os contratos acumulam ganhos de 3,33% e 2,24%, nesta ordem.

O mercado de trigo seguiu atento à colheita da safra de inverno, que se aproxima do seu terço final, e ao desenvolvimento das lavouras de primavera.

Quanto às condições climáticas, boletim diário do USDA indica que, nas Planícies, o tempo instável, com pancadas de chuva, predomina até o norte de Oklahoma. No entanto, o clima quente e seco persiste nas Planícies do Sul, onde as temperaturas máximas de hoje deverão se aproximar ou atingir 38°C.

“Os produtores das Planícies do Norte vêm enfrentando condições climáticas favoráveis neste momento, mas já se preparam para uma onda de calor que deve atingir seu pico no domingo (12)”, afirma o USDA.

As comercializações da semana encerrada em 2 de julho somaram 313,1 mil toneladas para exportação no ano comercial 2026/27, volume em linha com o esperado pelo mercado.

Amanhã (10), o USDA publicará o relatório de oferta e demanda de julho.