Às 9h35 (horário de Brasília) desta quinta-feira (11), o contrato de julho da soja negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) operava em estabilidade com viés de baixa (0,50 ponto e -0,04%), cotado a US$ cents 1.122,50/bushel; o de agosto recuava na mesma intensidade, a US$ cents 1.127,25/bushel. Na semana, por outro lado, os vencimentos acumulam ganhos de 0,09% e 0,11%, nesta ordem.
Em relação aos derivados, o farelo e o óleo avançavam 0,50% e 0,36%, respectivamente.
Na véspera (10), os contratos fecharam no campo positivo, com valorização de 0,83% para o de julho, a US$ cents 1.123,00/bushel, e de 0,80% para o de agosto, a US$ cents 1.127,75/bushel.
Nesta manhã, o mercado adota postura cautelosa antes da divulgação do relatório mensal de oferta e demanda agrícola (Wasde) de junho, que será publicado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) às 13h.
Além da expectativa pelo relatório, os preços são pressionados pelas condições climáticas favoráveis ao desenvolvimento das lavouras norte-americanas.
Segundo o Serviço Nacional de Meteorologia (NWS), há previsão de chuvas em importantes áreas agrícolas do Meio-Oeste, incluindo partes de Iowa e Illinois. Embora algumas regiões possam registrar tempestades severas, as precipitações tendem a beneficiar as condições de umidade do solo.
De acordo com o USDA, até o último domingo (7), 65% das lavouras de soja dos EUA apresentavam condições boas ou excelentes, recuo de um ponto percentual em relação à semana anterior.
O levantamento também mostrou que 79% das áreas já haviam emergido, avanço significativo frente aos 65% registrados na semana anterior e acima da média de 71% para o período.
Outro fator de pressão sobre as cotações é a expectativa de ampla oferta global da oleaginosa, sustentada pelas perspectivas de produção recorde na América do Sul.
Ontem, a Bolsa de Comércio de Rosário (BCR) elevou sua estimativa para a safra argentina de soja 2025/26 de 50 milhões para 51,5 milhões de toneladas.
No campo da demanda, o USDA informou que as vendas líquidas de soja dos Estados Unidos somaram 352,8 mil toneladas na semana encerrada em 4 de junho. Desse total, 211,3 mil toneladas foram destinadas à safra 2025/26 e outras 141,5 mil toneladas ao ciclo 2026/27.