Às 9h29 (horário de Brasília) desta terça-feira (19) o contrato de julho da soja negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) operava em leve alta de 2,25 pontos e 0,19%, cotado a US$ cents 1.215,25/bushel. O de agosto avançava 2,50 pontos e 0,21%, a US$ cents 1.213,50/bushel.
Na véspera (18), os ativos dispararam, com ganho 3,06% para o de julho, a US$ cents 1.213,00/bushel, e de 2,93% para o de agosto, a US$ cents 1.211,00/bushel.
No caso dos derivados, o farelo subia 045%, enquanto que o óleo recuava 0,24%, puxado pela desvalorização do petróleo no mercado internacional.
Nesta manhã, os preços seguem sustentados pela repercussão do acordo anunciado entre China e Estados Unidos. A Casa Branca informou no domingo (17) que Pequim se comprometeu a comprar US$ 17 bilhões em produtos agrícolas norte-americanos em 2026, 2027 e 2028.
O acordo foi fechado após reuniões entre o presidente Donald Trump e o líder chinês Xi Jinping realizadas na semana passada em Pequim. Além da soja, o compromisso inclui compras de grãos, carne bovina e aves dos EUA.
No lado da demanda, o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) informou que os embarques norte-americanos de soja somaram 483 mil toneladas na semana encerrada em 14 de maio. O volume ficou 27% abaixo das 663 mil toneladas registradas na semana anterior, mas veio dentro das expectativas do mercado, que variavam entre 450 mil e 650 mil toneladas.
Limitando maiores ganhos, o avanço do plantio no Corn Belt, área que engloba as lavouras de soja e milho norte-americanos, segue pressionando o mercado.
Segundo o USDA, cerca de 67% da área destinada à soja 2026/27 já havia sido plantada até o último domingo (17), acima dos 49% registrados na semana anterior e da média histórica de 53%. Além disso, 32% das lavouras já haviam germinado, frente aos 20% da semana anterior e à média plurianual de 23%.
No clima, o Serviço Nacional de Meteorologia dos EUA informou que o rio Missouri está transbordando perto St. Joseph, em Michigan. Segundo o órgão, o nível do rio deve atingir a marca de inundação durante a noite antes de começar a recuar na manhã seguinte.
No radar, o mercado acompanha a finalização da colheita de soja no Brasil e o andamento das atividades de campo na Argentina, onde estão próximos dos 60% da área estimada.