Às 09h48 (horário de Brasília) desta sexta-feira (5), o contrato de julho da soja negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) registrava viés de baixa de (0,25 ponto e -0,02%), cotado a US$ cents 1.129,25/bushel, com perda na parcial da semana de 4,82%. Já o de agosto operava no campo positivo (0,75 ponto e +0,07%), a US$ cents 1.133,25/bushel – desvalorização semanal de 4,79%.
No caso dos derivados, o farelo subia 0,32%, enquanto que óleo perdia 0,13%.
Milho
O contrato de julho do milho negociado na CBOT recuava 4,25 pontos e 1,00%, cotado a US$ cents 420,25/bushel, com desvalorização na parcial da semana de 5,99%. O de setembro cedia 3,50 pontos e 0,81%, a US$ cents 429,25/bushel, com perda na semana de 5,81%.
Trigo
O vencimento de julho do trigo negociado em Chicago subia 1,75 ponto e 0,30%, cotado a US$ cents 583,50/bushel, mas com perda na parcial da semana de 4,38%.
Na Bolsa de Kansas (KCBT), o grão subia 1,00 ponto e 0,16%, a US$ cents 621,25/bushel – desvalorização semanal de 4,39%.
Fundamentos de mercado
Nesta manhã, o mercado segue atento às condições climáticas favoráveis nas principais regiões produtoras dos Estados Unidos. No Corn Belt, cinturão agrícola que concentra grande parte das lavouras de soja e milho do país, as perspectivas continuam positivas para o desenvolvimento das culturas.
De acordo com o Monitor de Seca dos EUA, cerca de 15% da área abrangida por nove estados do cinturão agrícola apresentava condições de seca em 2 de junho. Embora o percentual seja superior aos 12% observados na semana anterior, permanece bem abaixo dos 38% registrados há três meses e dos 36% observados no início do ano.
Além disso, o Serviço Nacional de Meteorologia dos EUA (NWS) emitiu alertas de inundação para áreas do centro de Iowa devido à continuidade das chuvas. Segundo o órgão, tempestades podem provocar precipitações intensas, ventos fortes, granizo e até tornados em pontos isolados, embora o risco de eventos severos generalizados permaneça relativamente baixo.
No mercado de trigo, as cotações encontraram suporte em preocupações com a produção da China. Analistas estimam que o excesso de chuvas em importantes regiões produtoras tenha provocado a germinação prematura de entre 4,8 milhões e 10 milhões de toneladas de trigo, cenário que pode ampliar a necessidade de importações pelo país asiático.
Os investidores também seguem avaliando os impactos das novas medidas comerciais propostas pelo governo dos EUA no âmbito da Seção 301. O mercado teme que as tarifas possam prejudicar o relacionamento comercial entre Washington e Pequim, especialmente diante da ausência de avanços concretos nas compras agrícolas chinesas previstas no acordo firmado entre os dois países.