Às 9h25 (horário de Brasília) desta terça-feira (28), o contrato de agosto da soja negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) operava em leve baixa de 3,50 pontos e 0,29%, cotado a US$ cents 1.205,00/bushel. O de setembro cedia 5,00 pontos e 0,42%, a US$ cents 1.194,75/bushel.
No caso dos derivados, o óleo e o farelo desvalorizavam 0,62% e 0,28%, nesta ordem.
Nesta manhã, o mercado era pressionado pela forte desvalorização do petróleo, impulsionada pelo otimismo em torno de uma possível solução diplomática para o conflito entre Estados Unidos e Irã. A expectativa de redução das tensões geopolíticas e de normalização da navegação no Estreito de Ormuz diminui a atratividade dos biocombustíveis, afetando as cotações de oleaginosas e cereais utilizados na produção de combustíveis renováveis.
Por outro lado, as perdas eram parcialmente limitadas pelos novos dados do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), que mostraram deterioração nas condições das lavouras de soja do país.
Segundo o relatório semanal, 63% das áreas cultivadas foram classificadas como boas ou excelentes, abaixo dos 66% registrados na semana anterior e aquém das expectativas do mercado.
O levantamento também mostrou avanço do desenvolvimento da safra. Até o último domingo (26), 80% das lavouras haviam atingido a fase de floração, acima da média de cinco anos, de 74%. Já a formação de vagens alcançava 47% da área, superando a média histórica de 39% para o período.
No campo climático, o Serviço Nacional de Meteorologia (NWS) informou que a onda de calor continuará predominando em boa parte do país, abrangendo áreas que vão do Novo México até a costa sul do Atlântico e do sul de Illinois até a Costa do Golfo, mantendo o risco de estresse para as lavouras em fase reprodutiva.
No radar dos investidores também está a demanda chinesa. A estatal Sinograin anunciou que realizará, na sexta-feira (31), um leilão de aproximadamente 500 mil toneladas de soja importada, a primeira operação desse porte desde janeiro. O mercado interpreta a medida como um indicativo de que a empresa busca liberar espaço nos estoques para a chegada de novos carregamentos, incluindo soja proveniente dos EUA.