Às 9h57 (horário de Brasília) desta segunda-feira (15), o contrato de julho da soja negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) operava em moderada baixa de 10,75 pontos e 0,97%, cotado a US$ cents 1.102,75/bushel; o de agosto recuava 10,50 pontos e 0,94%, a US$ cents 1.108,25/bushel.
Em relação aos derivados, o óleo desvalorizava 2,26%, enquanto que o farelo subia 0,10%.
Na última sessão (12), os contratos fecharam no campo negativo, com perda de 0,13% para o de julho, a US$ cents 1.113,50/bushel, e de 0,16% para o de agosto, a US$ cents 1.118,75/bushel. Na semana, os futuros acumularam quedas de 0,71% e 0,64%, nesta ordem.
Nesta manhã, os preços eram pressionados pela forte queda do petróleo no mercado internacional, após Estados Unidos e Irã confirmarem que pretendem assinar um acordo de paz na próxima sexta-feira (19). A expectativa é de que o entendimento permita a retomada gradual do fluxo marítimo pelo Estreito de Ormuz, reduzindo os riscos para a oferta global de energia.
Com isso, os contratos do petróleo WTI e Brent recuaram para a faixa dos US$ 80 por barril, reduzindo a competitividade dos biocombustíveis produzidos a partir de grãos e oleaginosas.
Além do cenário energético, os investidores seguem monitorando as condições climáticas no Corn Belt, principal região produtora norte-americana de soja e milho.
Segundo o Serviço Nacional de Meteorologia (NWS), foram emitidos alertas de inundação para áreas do sudoeste do Missouri e para alguns condados no extremo leste do Kansas. A agência informou que diversas estradas permanecem interditadas devido ao excesso de chuvas e ao escoamento das águas acumuladas durante a noite.
Apesar dos problemas localizados, o mercado continua avaliando se os volumes de precipitação podem trazer impactos relevantes ao desenvolvimento das lavouras.
As atenções também se voltam para a divulgação dos relatórios semanais do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), previstos para esta segunda-feira. Os investidores aguardam os dados de inspeção para exportação, além da atualização sobre os estágios de desenvolvimento e as condições das lavouras norte-americanas.
Outro destaque do dia será a publicação do relatório mensal da Associação Nacional dos Processadores de Oleaginosas dos EUA (NOPA), que fornecerá novos sinais sobre o ritmo de esmagamento de soja e a demanda doméstica pela oleaginosa.