Às 9h47 (horário de Brasília) desta sexta-feira (22) o contrato de julho da soja negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) operava em leve alta de 3,75 pontos e 0,31%, cotado a US$ cents 1.198,00/bushel. O de agosto avançava na mesma intensidade, a US$ cents 1.197,25/bushel. Na parcial da semana, ambos ativos acumulam ganhos de 1,78% e 1,76%, nesta ordem.
Na véspera (21), os futuros da oleaginosa fecharam em campo negativo, com queda de 046% para o de julho, a US$ cents 1.194,25/bushel, e de 0,48% para o de agosto, a US$ cents 1.193,50/bushel.
No caso dos derivados, o farelo e o óleo valorizavam 0,61% e 0,16%, respectivamente.
Nesta manhã, os preços da oleaginosas encontravam suporte no impasse nas negociações de paz entre os Estados Unidos e o Irã. Segundo reportagens divulgadas na mídia, os países chegaram a uma divergência sobre a manutenção dos estoques de urânio enriquecido do Irã e o controle do Estreito de Ormuz.
Diante desse cenário, às cotações do petróleo no mercado internacional voltaram a valorizar, o que tende a impulsionar a competitividade dos biocombustíveis à base de grãos e oleaginosas.
Também deu suporte aos preços a demanda internacional aquecida. O Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) informou que as vendas líquidas de soja da safra 2025/26 totalizaram 351 mil toneladas na semana encerrada em 14 de maio, que ficou 62% acima da média das últimas quatro semanas.
Quanto ao clima na região do Corn Belt, principal área produtora de soja e milho nos EUA. De acordo com o boletim diário do USDA, o frio persiste no cinturão agrícola, embora não tenha sido observada geada nas principais áreas de produção.
“Pancadas de chuva estão chegando do sul e do oeste e começaram a se espalhar pelo Vale do Ohio e pelo Meio-Oeste superior. Com a chegada de nebulosidade e chuvas, as temperaturas máximas de hoje no Meio-Oeste devem variar entre 15 e 21 °C”, completa o documento.
No radar, os agentes avaliam o aumento da demanda global, após revisões altistas por parte do Conselho Internacional de Grãos (IGC) e pela Bolsa de Cereais de Buenos Aires (BCBA), que ampliou a safra de soja 2025/26 da Argentina de 48,6 milhões de toneladas para 50,1 milhões de toneladas.