O contrato de julho da soja negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou esta quinta-feira (21) em leve baixa de 5,50 pontos e 0,46%, cotado a US$ cents 1.194,25/bushel; o de agosto cedeu 5,75 pontos e 0,48%, a US$ cents 1.193,50/bushel. No entanto, na parcial da semana, os ativos acumulam ganhos de 1,47% e 1,44%, nesta ordem.
No caso dos derivados, o óleo e o farelo se desvalorizaram 1,06% e 1,12%, respectivamente.
Neste pregão, os investidores promoveram lucros após os ganhos registrados ao longo da semana, em meio à expectativa de uma ampla oferta global da oleaginosa.
Segundo o novo relatório do Conselho Internacional de Grãos (IGC), a produção mundial de soja deverá alcançar 430 milhões de toneladas em 2025/26, volume 2 milhões de toneladas superior ao projetado no mês passado.
Para a safra 2026/27, a estimativa global foi elevada de 441 milhões para 442 milhões de toneladas.
Na Argentina, a Bolsa de Cereais de Buenos Aires (BCBA) também revisou para cima sua projeção de produção da safra 2025/26, de 48,6 milhões para 50,1 milhões de toneladas.
Outro fator de pressão veio da queda do petróleo no mercado internacional, movimento que reduz a competitividade dos biocombustíveis produzidos a partir de grãos e oleaginosas.
No campo, os investidores acompanharam indicadores mistos sobre as condições climáticas nos Estados Unidos.
O levantamento do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) sobre áreas afetadas por seca mostrou melhora nas lavouras de soja, com a parcela em condições de seca recuando de 28% para 27%.
Por outro lado, o boletim climático semanal do USDA apontou que as chuvas recentes no Meio-Oeste norte-americano atrasaram parte das atividades de campo da safra 2026/27.
O relatório também destacou alertas de geada e congelamento na região dos Grandes Lagos e no norte da Península Inferior de Michigan, o que pode afetar culturas em floração, especialmente frutas.
No lado da demanda, o USDA informou que as vendas líquidas de soja da safra 2025/26 totalizaram 351 mil toneladas na semana encerrada em 14 de maio. O volume ficou 62% acima da média das últimas quatro semanas.