Soja inverte sinal e fecha em baixa na CBOT nesta 2ª feira

O contrato de julho da soja negociado na Bolsa de Chicago (CBOTencerrou esta segunda-feira (1º) em moderada baixa de 6,00 pontos e 0,51%, cotado a US$ cents 1.180,75/bushel. O de julho caiu 5,25 pontos e 0,44%, a US$ cents 1.185,00/bushel.

Em relação aos derivados, o farelo cedeu 1,00%, enquanto o óleo se valorizou 1,76%, reflexo da disparada do petróleo no mercado internacional.

Neste pregão, os preços foram pressionados pelas perspectivas de condições climáticas consideradas favoráveis ao desenvolvimento das lavouras no Corn Belt, principal região produtora de soja e milho dos Estados Unidos.

De acordo com o boletim diário do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), o clima permanece predominantemente seco na região dos Grandes Lagos, enquanto pancadas de chuva e tempestades seguem distribuídas pelo restante do Meio-Oeste.

“Embora as condições de cultivo no Meio-Oeste permaneçam, em sua maior parte, favoráveis para o milho e a soja, um período de seca de curto prazo se desenvolveu durante o mês de maio em partes do norte do Cinturão do Milho, estendendo-se até as regiões norte de Illinois e Indiana”, destacou o USDA.

O mercado também aguarda a atualização semanal das condições e dos estágios das lavouras norte-americanas, que serão divulgados pelo departamento ainda hoje.

Além do clima, as perspectivas de ampla oferta global e a demanda ainda moderada da China continuaram limitando o apetite comprador.

No campo das exportações, o USDA informou que os embarques semanais de soja dos EUA totalizaram 494 mil toneladas na semana encerrada em 28 de maio. O volume ficou abaixo do registrado na semana anterior, mas dentro da faixa esperada pelo mercado, que variava entre 400 mil e 600 mil toneladas.