O contrato de agosto da soja negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou esta quarta-feira (8) em viés de baixa (0,50 ponto e -0,04%), cotado a US$ cents 1.193,25/bushel; o de setembro cedeu 3,50 pontos e 0,29%, a US$ cents 1.183,50/bushel.
Em relação aos derivados, o farelo desvalorizou 1,23%, enquanto que o óleo subiu 3,29%, impulsionado pela expressiva valorização do petróleo no mercado internacional.
Neste pregão, os preços foram pressionados pelo movimento de realização de lucros, tendo em vista os ganhos observados nas sessões anteriores. Paralelamente, também contribuiu para queda das cotações as novas atualizações das previsões climáticas para o Meio-Oeste dos Estados Unidos, que reduziram a intensidade do calor prevista anteriormente.
Segundo o boletim diário do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), a previsão no Corn Belt, área que engloba as lavouras de soja e milho norte-americanos, é de pancadas de chuva e tempestades em direção ao sudoeste, a partir da região do alto dos Grandes Lagos.
“Até pouco tempo, partes do alto Meio-Oeste apresentavam tendência de tempo seco; atualmente, a maioria das culturas de verão do Cinturão do Milho conta com umidade do solo adequada — ou, em alguns locais, em excesso — e beneficia-se de temperaturas favoráveis ao ingressar e avançar pela fase reprodutiva”, explica o documento.
Por outro lado, a demanda internacional aquecida limitou maiores perdas. Depois das notícias de ontem (7), de que a estatal chinesa COFCO havia adquirido cerca de 300 mil toneladas de soja norte-americana, o USDA anunciou hoje uma nova venda avulsa de 472 mil toneladas de soja para a China. Do total, 136 mil toneladas serão entregues na safra 2025/26 e outras 336 mil toneladas na temporada 2026/27.
Para amanhã (9), o mercado aguarda os dados semanais do USDA de vendas para exportação, enquanto que na sexta-feira (10) será divulgado o relatório mensal de oferta e demanda (Wasde) do USDA.