Soja inverte o sinal e fecha em alta na CBOT nesta 3ª feira

O contrato de agosto da soja negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou esta terça-feira (28) em leve alta de 3,50 pontos e 0,29%, cotado a US$ cents 1.212,00/bushel; o de setembro subiu 5,00 pontos e 0,42%, a US$ cents 1.204,75/bushel.

Já no caso dos derivados, o farelo e o óleo desvalorizaram 0,16% e 0,98%, nesta ordem.

Neste pregão, os preços foram sustentados pela divulgação do relatório semanal do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que mostrou piora nas condições das lavouras.

Segundo o levantamento, 63% das áreas de soja foram classificadas como boas ou excelentes, abaixo dos 66% registrados na semana anterior e também das expectativas do mercado.

Ao mesmo tempo, o desenvolvimento da safra segue em ritmo acelerado. Até o último domingo (26), 80% das lavouras haviam atingido a fase de floração, acima da média de cinco anos, de 74%. Já a formação de vagens alcançava 47% da área cultivada, superando a média histórica de 39% para o período.

No campo climático, o boletim diário do USDA informou que tempestades noturnas no Corn Belt levaram umidade benéfica às lavouras, mas também provocaram danos localizados por ventos fortes e granizo, principalmente em uma faixa que se estende do leste de Wisconsin ao centro de Kentucky.

A demanda chinesa também contribuiu para o viés positivo do mercado. A estatal Sinograin anunciou que realizará, na sexta-feira (31), um leilão de aproximadamente 500 mil toneladas de soja importada, a primeira operação desse porte desde janeiro.

Segundo analistas, a medida indica que a estatal busca abrir espaço em seus estoques para receber novos carregamentos da oleaginosa, incluindo volumes provenientes dos EUA.

Os ganhos da soja, no entanto, foram limitados pela nova queda dos preços do petróleo no mercado internacional. A desvalorização da commodity reduz a competitividade dos biocombustíveis produzidos a partir de oleaginosas e cereais, diminuindo o suporte para as cotações agrícolas.