O contrato de julho da soja negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou esta segunda-feira (15) em moderada alta de 5,75 pontos e 0,52%, cotado a US$ cents 1.119,25/bushel; o de agosto subiu 4,75 pontos e 0,42%, a US$ cents 1.123,50/bushel.
Em relação aos derivados, o óleo e o farelo se valorizaram 0,12% e 0,23%, nesta ordem.
Neste pregão, após iniciar o dia em queda, o mercado reverteu o movimento e passou a operar no campo positivo, sustentado pela demanda internacional aquecida e pela desvalorização do dólar frente às principais moedas globais. O índice DXY recuou 0,20%, aumentando a competitividade das exportações norte-americanas.
Segundo dados divulgados pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), os embarques semanais de soja totalizaram 523 mil toneladas na semana encerrada em 11 de junho. O volume ficou dentro das expectativas do mercado, que variavam entre 345 mil e 600 mil toneladas, e representou aumento de 27,0% em relação à semana anterior. Na comparação anual, os embarques avançaram 131,4%.
No mercado doméstico, os investidores também repercutiram os números divulgados pela Associação Nacional dos Processadores de Oleaginosas dos EUA (NOPA). A entidade informou que as indústrias associadas processaram 5,68 milhões de toneladas de soja em maio. O resultado ficou abaixo da expectativa média do mercado, que apontava para esmagamento de 5,77 milhões de toneladas.
Paralelamente, as condições climáticas no Corn Belt, principal cinturão produtor de soja e milho dos EUA, continuam sendo monitoradas pelos agentes do mercado.
De acordo com o boletim climático diário do USDA, uma massa de ar mais frio sucedeu a onda de chuvas intensas e tempestades severas registrada na semana passada. Entre os dias 9 e 11 de junho, dezenas de tornados e mais de mil relatos de danos causados por ventos fortes foram registrados em estados do Meio-Oeste, provocando prejuízos pontuais a lavouras e estruturas agrícolas.
Apesar disso, o departamento destacou que a maior parte das áreas cultivadas apresenta níveis adequados de umidade no solo. “Ainda assim, a maior parte das plantações de milho e soja do Meio-Oeste apresenta umidade suficiente no solo para o desenvolvimento normal”, destacou o USDA.
As atenções do mercado agora se voltam para a atualização semanal das condições e dos estágios das lavouras norte-americanas, que será divulgada ainda hoje pelo USDA.