O contrato de julho da soja negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou esta terça-feira (19) em leve baixa de 3,50 pontos e 0,29%, cotado a US$ cents 1.209,50/bushel; o de agosto cedeu 1,25 ponto e 0,10%, a US$ cents 1.209,75/bushel.
No caso dos derivados, o óleo e o farelo se desvalorizaram 0,25% e 0,66%, respectivamente.
Neste pregão, o mercado passou por um movimento de realização de lucros, após a disparada de mais de 3% registrada na sessão anterior (18).
O rally recente foi impulsionado pelo otimismo em torno do acordo comercial firmado entre Estados Unidos e China, que prevê ampliação das compras chinesas de produtos agrícolas norte-americanos.
Também pesou sobre as cotações o avanço acelerado das atividades de campo no Corn Belt, região que concentra as lavouras de soja e milho dos EUA.
Dados do Departamento de Agricultura (USDA) coletados até o último domingo (17) mostram que o plantio da safra 2026/27 de soja já alcança 67% da área estimada, acima dos 53% registrados na média dos últimos cinco anos.
Além disso, 32% das lavouras já haviam germinado, frente aos 20% da semana anterior e da média histórica de 23%.
Quanto ao clima, o boletim diário do USDA apontou condições instáveis no cinturão do milho devido à atuação de uma frente fria.
Segundo o órgão, áreas do baixo vale do Missouri seguem enfrentando inundações, com o Rio Grand, próximo a Chillicothe, no estado do Missouri, atingindo o maior nível desde maio de 2024.
Apesar dos atrasos pontuais nos trabalhos finais de plantio, o excesso de umidade continua favorecendo as reservas hídricas das lavouras no Meio-Oeste norte-americano.