Soja fecha em leve alta na CBOT nesta 3ª feira

O contrato de julho da soja negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou esta terça-feira (23) em leve alta de 1,25 ponto e 0,11%, cotado a US$ cents 1.117,00/bushel; o de agosto subiu 1,50 ponto e 0,13%, a US$ cents 1.124,00/bushel.

No caso dos derivados, o farelo subiu 1,03%, enquanto o óleo cedeu 0,79%.

Neste pregão, o mercado encontrou suporte em um movimento de ajuste técnico, tendo em vista as perdas na sessão anterior, enquanto os investidores continuaram avaliando as perspectivas climáticas para o Corn Belt, principal região produtora de soja e milho dos Estados Unidos.

Segundo o boletim diário do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), as chuvas voltaram a atingir a porção oeste do cinturão agrícola, das Dakotas em direção ao sul. Nas demais áreas do Meio-Oeste, predominam condições de tempo fresco e seco, consideradas amplamente favoráveis ao desenvolvimento das lavouras.

Dados do USDA, coletados até 21 de junho, mostram que o plantio da safra 2026/27 de soja foi concluído no país.

Do total semeado, 93% das lavouras já atingiram a fase de emergência e 9% das áreas já entraram em floração. Em relação à qualidade das lavouras, 66% da área foi classificada como boa ou excelente, percentual estável frente à semana anterior.

Além das condições atuais de campo, os agentes também acompanharam as projeções climáticas de médio e longo prazo. A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) confirmou o desenvolvimento do fenômeno El Niño e indicou elevada probabilidade de fortalecimento ao longo dos próximos meses.

As projeções apontam para mudanças significativas nos padrões climáticos norte-americanos, incluindo temperaturas mais elevadas em partes do Centro-Oeste, redução das precipitações em algumas áreas agrícolas e menor ocorrência de neve nas Planícies do Norte. Por outro lado, regiões do sul dos EUA e da Costa do Golfo poderão enfrentar chuvas mais intensas e risco de inundações.

Para o mercado agrícola, os impactos potenciais variam conforme a região. Parte das áreas de milho e soja do Meio-Oeste poderá se beneficiar de condições favoráveis ao desenvolvimento das lavouras, o que pode levar ao aumento da oferta global de grãos.