O contrato de setembro da soja negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou esta segunda-feira (10) em leve alta de 2,75 pontos e 0,24%, cotado a US$ cents 1.161,75/bushel; o de setembro subiu 3,25 pontos e 0,28%, a US$ cents 1.179,50/bushel.
Quanto aos derivados, o óleo avançou 1,89%, enquanto que o farelo cedeu 1,10%.
Milho
O contrato de setembro do milho finalizou em baixa de 0,75 ponto e 0,17% em Chicago, cotado a US$ cents 438,25/bushel. O vencimento de dezembro fechou em viés de baixa (0,25 ponto e -0,05%), a US$ cents 461,75/bushel.
Trigo
O contrato de setembro do trigo negociado na CBOT subiu 0,75 ponto e 0,12%, negociado a US$ cents 640,50/bushel. Já na Bolsa de Kansas (KCBT), o vencimento do mesmo mês desvalorizou (0,50 ponto e -0,07%), a US$ cents 713,50/bushel.
Fundamentos de mercado
Neste pregão, os investidores ajustaram posições antes da divulgação do relatório de oferta e demanda (Wasde) de agosto do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), prevista para quarta-feira (12). O relatório será o primeiro da temporada a incorporar projeções para a safra norte-americana 2026/27 baseadas em levantamentos de campo.
No mercado de energia, a valorização do petróleo ofereceu algum suporte às commodities agrícolas, diante da relação entre os preços da matéria-prima e a competitividade dos biocombustíveis produzidos a partir de oleaginosas e cereais.
No trigo, as preocupações com a guerra entre Rússia e Ucrânia permaneceram no radar diante dos riscos para as exportações pelo Mar Negro. A Ucrânia reduziu em até 12% sua previsão de embarques de grãos para 2026/27, citando os impactos dos ataques russos contra a infraestrutura portuária do sul do país.
Paralelamente, os dados semanais do USDA mostraram embarques de 399 mil toneladas de soja, 1,740 milhão de toneladas de milho e 421 mil toneladas de trigo. Os volumes de soja e trigo ficaram dentro das expectativas dos analistas, enquanto os embarques de milho superaram as projeções.
Quanto ao clima, o boletim diário do USDA indicou que o calor mais intenso permanece, em grande parte, fora das principais áreas produtoras do Meio-Oeste. Tempestades associadas a uma frente fria também beneficiam as culturas de verão em uma faixa entre a região dos Grandes Lagos e o baixo vale do rio Missouri.
Apesar disso, tempestades durante a madrugada provocaram danos isolados causados por vento e granizo em partes da região dos Grandes Lagos.
Nas Planícies, áreas de pastagens e culturas de verão de sequeiro na metade sul da região continuam enfrentando calor e seca persistentes. Uma frente fria, entretanto, provocava pancadas de chuva nas Planícies centrais, acompanhada pelo avanço de temperaturas mais amenas.
No radar, o USDA divulga ainda nesta segunda-feira a atualização semanal das condições e dos estágios das lavouras norte-americanas.