Os contratos futuros de soja encerraram o pregão desta segunda-feira (16) em forte queda na Bolsa de Chicago (CBOT), atingindo o limite diário de baixa. O contrato de maio recuou 70,00 pontos e 5,71%, a US$ cents 1.155,25/bushel, enquanto o vencimento de julho caiu na mesma intensidade, a US$ cents 1.167,50/bushel.

Em relação aos derivados, o óleo de soja também atingiu o limite de baixa, com recuo de 5,19%, enquanto o farelo perdeu 3,25%. A queda mais acentuada desses contratos foi parcialmente limitada pelo bom desempenho do processamento de soja nos EUA.

Segundo dados da Associação Nacional dos Processadores de Oleaginosas dos EUA (Nopa), o país esmagou 5,68 milhões de toneladas de soja em fevereiro, volume acima das expectativas do mercado, que apontavam para 5,52 milhões de toneladas.

Nesta sessão, os preços foram pressionados principalmente pela possibilidade de adiamento ou cancelamento da reunião entre os presidentes dos Estados Unidos e da China, Donald Trump e Xi Jinping.

A incerteza reduziu as expectativas de maior demanda chinesa pela soja norte-americana, fator considerado chave para o mercado, tendo em vista o acordo comercial firmado entre as partes em outubro do ano passado que previa um aumento das compras da commodity pelo gigante asiático.

Trump afirmou na véspera (15) que poderia adiar a cúpula com o líder chinês, inicialmente prevista para o final de março, enquanto pressiona Pequim a ajudar na tentativa de desbloquear o Estreito de Ormuz, no contexto do conflito no Oriente Médio.

Apesar da forte queda, parte das perdas foi limitada pelos dados de demanda externa. De acordo com o relatório semanal de embarques divulgado pelo Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), os exportadores norte-americanos embarcaram 966 mil toneladas de soja na semana encerrada em 12 de março, volume acima das expectativas do mercado, que variavam entre 400 mil e 800 mil toneladas.