O contrato de agosto da soja negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou esta segunda-feira (20) em forte alta de 21,50 pontos e 1,78%, cotado a US$ cents 1.226,00/bushel; o de setembro avançou 22,00 pontos e 1,84%, a US$ cents 1.125,50/bushel.

Já os derivados fecharam em campo misto: o farelo registrou ganho de 1,03%, enquanto o óleo cedeu 0,17%.

Neste pregão, o mercado foi impulsionado por novas vendas externas anunciadas pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

O órgão informou duas comercializações realizadas nesta segunda-feira: 264 mil toneladas de soja para a China e 110 mil toneladas para um destino não identificado, reforçando as expectativas de aquecimento da demanda pela oleaginosa norte-americana.

As previsões meteorológicas também deram sustentação às cotações. Segundo boletim diário do USDA, uma onda de calor elevou as temperaturas no Corn Belt antes da chegada de uma frente fria.

O órgão destacou que as máximas de hoje deveriam atingir 38°C ou mais em grande parte de Nebraska, oeste de Iowa e sul de Dakota do Sul, provocando estresse hídrico em lavouras de milho e soja que se encontram em fase reprodutiva.

Por outro lado, a valorização foi parcialmente limitada pelos dados semanais de embarques divulgados pelo USDA. Na semana encerrada em 16 de julho, os Estados Unidos exportaram 297 mil toneladas de soja, volume abaixo das expectativas do mercado, que variavam entre 400 mil e 600 mil toneladas.

Os investidores seguem atentos à divulgação do relatório semanal de condições e estágios das lavouras norte-americanas, que poderá trazer novos direcionamentos para os preços da soja nos próximos pregões.