O contrato de setembro da soja negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou esta segunda-feira (17) em forte alta 23,25 pontos e 1,97%, cotado a US$ cents 1.201,00/bushel; o de novembro avançou na mesma intensidade, a US$ cents 1.216,00/bushel.
Quanto aos derivados, o óleo e o farelo valorizaram 2,88% e 0,61%, respectivamente.
Neste pregão, os futuros da oleaginosa receberam suporte da forte valorização dos derivados após a divulgação dos dados mensais de processamento da Associação Nacional dos Processadores de Oleaginosas (Nopa) dos Estados Unidos.
Segundo a entidade, o esmagamento de soja no país alcançou 5,9 milhões de toneladas em julho, acima das 5,83 milhões de toneladas processadas em junho e 11,0% superior ao volume registrado no mesmo mês de 2025.
As cotações também foram favorecidas pela continuidade da alta do petróleo no mercado internacional, diante da falta de uma solução para o conflito entre EUA e Irã no Oriente Médio. A valorização da commodity energética tende a aumentar a competitividade dos biocombustíveis produzidos a partir de óleos vegetais, dando suporte principalmente ao óleo de soja.
No Corn Belt, principal região produtora de soja e milho norte-americano, o Departamento de Agricultura (USDA) informou que as chuvas remanescentes estão concentradas principalmente no Vale do Ohio e áreas próximas.
Pontos isolados de inundação moderada em áreas mais baixas ainda são registrados no centro de Illinois e Indiana, reflexo das chuvas intensas e prolongadas da semana passada. Em contrapartida, as precipitações recentes foram menos abrangentes na porção norte do Cinturão do Milho, onde persistem focos de seca.
Apesar da irregularidade na distribuição da umidade, o USDA destacou que as temperaturas no Meio-Oeste permanecem próximas das condições ideais para o desenvolvimento das lavouras de soja e milho.
Por fim, os dados semanais de embarques do USDA apontaram para o envio de 270 mil toneladas de soja na semana encerrada em 13 de agosto, volume 34,1% inferior ao registrado na semana anterior e 46,3% abaixo frente ao mesmo período do ano passado.
No radar, o USDA vai divulgar a atualização semanal das condições e dos estágios das lavouras dos EUA.