O contrato de setembro da soja negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou esta segunda-feira (31) em estabilidade com viés de baixa (-1,00 ponto e -0,08%), cotado a US$ cents 1.275,25/bushel, mas com valorização mensal de 8,93%. O vencimento de novembro encerrou sem modificação, a US$ cents 1.288,00/bushel – ganho no mês de agosto de 8,46%.

Quanto aos derivados, o farelo e o óleo se desvalorizaram 1,06% e 0,13%, nesta ordem.

Neste pregão, as cotações foram pressionadas por um movimento de realização de lucros, após os fortes ganhos registrados ao longo de agosto.

Também pesou sobre os preços o desempenho abaixo do esperado dos embarques semanais dos Estados Unidos. Segundo o Departamento de Agricultura (USDA), foram exportadas 251 mil toneladas de soja na semana encerrada em 27 de agosto, abaixo da faixa projetada pelo mercado, de 400 mil a 600 mil toneladas.

Por outro lado, a forte valorização do petróleo no mercado internacional ajudou a limitar as perdas, ao melhorar a competitividade relativa dos biocombustíveis produzidos a partir de matérias-primas agrícolas.

Os investidores também acompanharam as expectativas em torno da política norte-americana de biocombustíveis. Segundo fontes ouvidas pela Reuters, o governo do presidente Donald Trump deve aprovar um volume maior de isenções para pequenas refinarias em relação às exigências de mistura de combustíveis renováveis.

Produtores agrícolas norte-americanos temem que a ampliação dessas isenções reduza a demanda por milho e soja. O setor, por sua vez, pressiona a Agência de Proteção Ambiental dos EUA (EPA) por mecanismos de compensação que preservem o consumo de biocombustíveis.

Por fim, o mercado aguarda a divulgação do boletim semanal do USDA sobre condições e estágios das lavouras norte-americanas.